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10 de outubro de 2026 às 08:00 • 1 min de leitura • 1 fonte

Emmanuel Carrère e mais: os autores que fazem a autoficção valer a leitura

Emmanuel Carrère e mais: os autores que fazem a autoficção valer a leitura Resumo editorial nao gerado pelo portal: o servico de sumarizacao nao estava disponivel na publicacao. O …

Emmanuel Carrère e mais: os autores que fazem a autoficção valer a leitura
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  • 1Emmanuel Carrère e mais: os autores que fazem a autoficção valer a leitura Resumo editorial nao gerado pelo portal: o servico de sumarizacao nao estava disponivel na publicacao.
  • 2O texto integral e a atualizacao de hoje devem ser lidos na fonte original.
  • 3Fonte da materia: Veja.

Emmanuel Carrère e mais: os autores que fazem a autoficção valer a leitura Resumo editorial nao gerado pelo portal: o servico de sumarizacao nao estava disponivel na publicacao. O texto integral e a atualizacao de hoje devem ser lidos na fonte original. Fonte da materia: Veja. Categoria informada pela fonte: cultura.

Matéria
Texto da cobertura original • por Veja

“Somente pela arte podemos sair de nós mesmos”, escreveu Marcel Proust em O Tempo Reencontrado. No âmbito da literatura, a ficção, então, serve de passaporte para o autor observar o mundo sob outras óticas. Na vertente oposta, a autoficção desafia essa lógica: o gênero que virou moda no mercado editorial abre uma janela indiscreta para a vida pessoal de seus escritores — ou, ao menos, para a versão que eles estão dispostos a expor. O uso de experiências particulares como matéria-­prima artística é antigo. Mas na autoficção esse gesto é mais radical: fala-­se abertamente de si, de pais, filhos, amantes e segredos de família, sem a proteção de um nome fictício ou receio de trazer à tona dores e pecados geracionais. TRAUMAS - Marcelo Rubens Paiva (à esq.) e cena do filme Ainda Estou Aqui (à dir.): drama de uma nação exposto em história familiarMarco BERTORELLO/AFP; Sony Pictures/.

O termo, cunhado em 1977 pelo escritor e crítico francês Serge Dou­brovsky (1928-2017), difere da autobiografia tradicional, que promete contar apenas a verdade: na autoficção, o escritor usa a realidade com liberdade criativa, para construir uma obra literária. Os exemplares vão do vergonhoso ao sublime. Da turma que faz parte do último grupo estão representantes ilustres, sendo o também francês Emmanuel Carrère, 68 anos, um caso particularmente interessante. Filho da historiadora russa Hélène Carrère d’Encausse, foi criado no seio da elite intelectual europeia. Nem por isso se iludiu com os privilégios que o cercam. “As provações que vivi são de outra natureza — não foram sociais ou econômicas, foram psíquicas”, disse ele em entrevista a VEJA em passagem recente por São Paulo para divulgar seu novo livro, Colcoz, publicado pela Alfaguara.

A obra reconstrói quatro gerações de sua família, da e

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