Qual caminho para dar certo?
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- 1Qual caminho para dar certo?
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Qual caminho para dar certo? Resumo editorial nao gerado pelo portal: o servico de sumarizacao nao estava disponivel na publicacao. O texto integral e a atualizacao de hoje devem ser lidos na fonte original. Fonte da materia: Veja. Categoria informada pela fonte: mundo.
Esqueçamos, por alguns instantes, tudo o que alimenta nossos defeitos. Instituições fracas, relações sociais verticalizadas, patrimonialismo, clientelismo e apadrinhamento, fora a falta de instrução. Vamos pensar no que pode ser feito, não no que é imutável, como a herança cultural e a geografia que nos abençoa com a abundância de recursos e amaldiçoa com a distância das rotas comerciais que movem o mundo. Também é impossível mudar os movimentos demográficos, questão relegada ao esquecimento, ainda mais nos momentos em que o ruído eleitoral domina tudo. Segundo Ruchir Sharma, americano de origem indiana com experiência na teoria e na prática (um fundo de investimentos de 20 bilhões de dólares), a demografia é responsável por pelo menos um terço do crescimento dos países que deram saltos de desenvolvimento, e, para isso, a força de trabalho tem que crescer pelo menos 2% para sustentar o impulso. Outro critério usado por Sharma é o que chama de “ciclo da vida”, países que promovem a austeridade quando a crise é grave e reincidem na gastança quando parece controlada. Ele cita como bom exemplo de reformas sustentadas o caso da Grécia. Quem hoje acha que a Argentina de Milei está testando todos os limites da austeridade, esquece-se do que foi a dureza grega, com cortes radicais de benefícios e pensões, remédio amargo que garantiu a estabilização do país, ajudada posteriormente por governos sensatos de centro-direita.
“Se o grosso dos investimentos vai para benefícios e não infraestrutura, o crescimento é prejudicado”
Exageros no tamanho do Estado são outro critério usado por Sharma: se o grosso do dinheiro vai para benefícios e não obras de infraestrutura, o crescimento é prejudicado. Bons exemplos como a China e a Coreia do Sul, que primeiro fizeram o bolo e depois distri
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